terça-feira, março 08, 2011
quarta-feira, dezembro 01, 2010
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS, ABU DHABI E O INTERNACIONAL

Programa MAPA MUNDI INTELIGÊNCIA EM TURISMO
Rádio Bandeirantes RS - AM 640
Apresentação de Henrique Raizler
Programa exbido em 27 de novembro de 2010, 20h
Abu Dhabi e os Emirados Árabes
Com Feliciano Bastos Neto, fisioterapeuta com passagem por Abu Dhabi; Teresinha Furlanetto Marques, professora e coordenadora do Curso de Geografia da PUCRS; Renatho Costa, professor do curso pós-graduação em Política e Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA - Sant'Ana do Livramento); e com o escritor e colunista do programa Airton Ortiz.

sábado, novembro 06, 2010
Espetáculo “Teens” encerrou a 4ª Mostra de Teatro Estudantil de Atibaia
Grupo de Teatro convidado “Muito Além da Estação da Luz” levou ao palco as dúvidas e as incertezas da adolescência
David Prado
As primeiras paqueras, as descobertas do sexo, a ameaça das drogas e o conturbado relacionamento com os pais. Esses são alguns dos temas discutidos no espetáculo “Teens”, do grupo teatral “Muito Além da Estação da Luz”, de São Paulo.

A apresentação do último sábado, no Centro de Convenções, encerrou a maratona de uma semana de espetáculos da 4ª Mostra de Teatro Estudantil, promovida pela Prefeitura de Atibaia. Foram 20 montagens produzidas por escolas públicas e particulares de Atibaia, Guarulhos, São Paulo, Mairiporã, Piracaia e Itapira.
A peça “Teens” faz sucesso há 10 anos nos palcos de São Paulo com temporadas nos teatros Bibi Ferreira e Ressurreição. A trama, escrita por Renatho Costa, traz as visões e as experiências vividas por três amigas de infância sobre alguns temas-tabus da adolescência. “O medo de fazer espetáculos para esse público é sempre o mesmo: usar muitos clichês e não ser claro. O adolescente precisa assistir e se identificar com aquela cena”, afirma a diretora da peça, Sabrina Caires.

Atualmente, o grupo também faz projetos encomendados por escolas. "A instituição sugere um tema e a gente monta um espetáculo”, conta Sabrina. O grupo “Muito Além da Estação da Luz” prepara para setembro de 2011 uma outra montagem com a temática ‘teen’, mas agora com a visão masculina deste processo de amadurecimento.
Segundo o diretor da 4ª Mostra de Teatro Estudantil de Atibaia , Rogério Brito, a peça “Teens” foi escolhida para encerrar a Mostra por um motivo especial. “Este grupo surgiu dentro de uma escola. Hoje ele batalha e faz suas próprias produções. Eles são independentes”, ressalta Rogério. “A minha ideia era mostrar que existe um ciclo que é possível fazer. O ciclo do teatro não precisa acabar na escola. Pode ter continuidade. As pessoas acham que é impossível, mas não é”, conclui o diretor.
“Acho bem legal participar desta Mostra porque é bem difícil a gente ter festivais fora de São Paulo. Antigamente existiam muitos festivais. É importante para as pessoas saberem o que está acontecendo fora da capital, que outros grupos também estão batalhando, correndo atrás.” Diretora da Peça "Teens", Sabrina Caires.
Link: http://www.atibaiacultural.com.br/1/index.php?option=com_content&view=article&id=272:teens-encerrou-4o-mostra-de-teatro&catid=36#
David Prado
As primeiras paqueras, as descobertas do sexo, a ameaça das drogas e o conturbado relacionamento com os pais. Esses são alguns dos temas discutidos no espetáculo “Teens”, do grupo teatral “Muito Além da Estação da Luz”, de São Paulo.

A apresentação do último sábado, no Centro de Convenções, encerrou a maratona de uma semana de espetáculos da 4ª Mostra de Teatro Estudantil, promovida pela Prefeitura de Atibaia. Foram 20 montagens produzidas por escolas públicas e particulares de Atibaia, Guarulhos, São Paulo, Mairiporã, Piracaia e Itapira.
A peça “Teens” faz sucesso há 10 anos nos palcos de São Paulo com temporadas nos teatros Bibi Ferreira e Ressurreição. A trama, escrita por Renatho Costa, traz as visões e as experiências vividas por três amigas de infância sobre alguns temas-tabus da adolescência. “O medo de fazer espetáculos para esse público é sempre o mesmo: usar muitos clichês e não ser claro. O adolescente precisa assistir e se identificar com aquela cena”, afirma a diretora da peça, Sabrina Caires.

Atualmente, o grupo também faz projetos encomendados por escolas. "A instituição sugere um tema e a gente monta um espetáculo”, conta Sabrina. O grupo “Muito Além da Estação da Luz” prepara para setembro de 2011 uma outra montagem com a temática ‘teen’, mas agora com a visão masculina deste processo de amadurecimento.
Segundo o diretor da 4ª Mostra de Teatro Estudantil de Atibaia , Rogério Brito, a peça “Teens” foi escolhida para encerrar a Mostra por um motivo especial. “Este grupo surgiu dentro de uma escola. Hoje ele batalha e faz suas próprias produções. Eles são independentes”, ressalta Rogério. “A minha ideia era mostrar que existe um ciclo que é possível fazer. O ciclo do teatro não precisa acabar na escola. Pode ter continuidade. As pessoas acham que é impossível, mas não é”, conclui o diretor.
“Acho bem legal participar desta Mostra porque é bem difícil a gente ter festivais fora de São Paulo. Antigamente existiam muitos festivais. É importante para as pessoas saberem o que está acontecendo fora da capital, que outros grupos também estão batalhando, correndo atrás.” Diretora da Peça "Teens", Sabrina Caires.
Link: http://www.atibaiacultural.com.br/1/index.php?option=com_content&view=article&id=272:teens-encerrou-4o-mostra-de-teatro&catid=36#
sábado, agosto 07, 2010
segunda-feira, junho 21, 2010
LANÇAMENTO DE OS MENINOS DE GATEVILLE
Bom, agora é só esperar para que as críticas comecem a chegar! O lançamento oficial do livro será dia 16 de Julho, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon! Espero que possam comparecer!
quarta-feira, junho 16, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
UMA ATIVIDADE DIFERENTE!
Enquanto espero pelo agendamento da data para o lançamento de "Os Meninos de Gateville", aproveito a oportunidade para divulgar dois livros de um grande amigo, Prof. Flávio Rocha.
Além de ser um referncial para as Relações Internacionais, peço que detenham uma atenção especial paras as capas dos livros. Talvez o Flávio tenha sido um louco em convidar-me a fazer as capas de seus livros, mas, de minha parte, tenho a dizer que foi um grande desafio...
Agora aguardo as críticas!!!
Para os interessados em Relações Internacionais, ou em questões ligadas à Segurança Internacional, esses livros são obrigatórios.
Acredito que encontrem com facilidade esses livros nas grande livrarias, no entanto, deixo o link da editora para compra direta ou informações extras.
http://www.editorapleiade.com.br/detalhesautor.php?cod=Flávio Rocha de Oliveira
Além de ser um referncial para as Relações Internacionais, peço que detenham uma atenção especial paras as capas dos livros. Talvez o Flávio tenha sido um louco em convidar-me a fazer as capas de seus livros, mas, de minha parte, tenho a dizer que foi um grande desafio...
Agora aguardo as críticas!!!


Acredito que encontrem com facilidade esses livros nas grande livrarias, no entanto, deixo o link da editora para compra direta ou informações extras.
http://www.editorapleiade.com.br/detalhesautor.php?cod=Flávio Rocha de Oliveira
quinta-feira, maio 06, 2010
OS MENINOS DE GATEVILLE ESTÃO CHEGANDO!
quinta-feira, abril 22, 2010
domingo, abril 04, 2010
domingo, novembro 29, 2009
domingo, julho 19, 2009
domingo, outubro 05, 2008
UM MÊS EM CARTAZ

De fato, ela consiguiu atualizar o texto de tal forma que, observando o público adolescente que assistiu à sessão, pude ter a certeza de que eles sabiam do que se tratava. E mais, o saguão, ao final do espetáculo, é sempre um termômetro para entender o que o público achou do espetáculo e, lembro-me de ver um grupo de meninas - provavelmente tenham vindo juntas, como habitualmente os adolescentes fazem - procurarem a "Laurinha" para pedir autógrafos e fotos... Essa personagem idealiza a visão pré-adolescente de encontrar seu príncipe encantado e, com esse grupo fez muito sucesso.
Mas havia um público mais velho também, talvez adolescentes com 15, 16 anos... e esses se identificaram com as loucuras de "Janaína" e "Flávia".
Fora esse aspecto comum, de ter o público adolescente se identificando com as protagonstas da peça, era interessante perceber que alguns pais vinham acompanhados por seus filhos para assistirem o espetáculo. Nesse sentido, uma das mães das personagens - da Flávia, uma professora - gerou um certo frisson junto àquelas mães que eram professoras, estavam com seus filhos e se perceberam diante da cena em que "Flávia" conversa com sua mãe. O jargão da mãe/professora "eu paro tudo que estou fazendo para ter uma boa conversa com você!" fez o público rir, mas com alguma dose de reflexão.
Enfim, o elenco encontrou seus personagens e, cada vez mais, está buscando maneiras para se divertir com eles... jovens atores, se divertindo em cena... uma boa equação para que essa sensação se reflita no palco.
Fico muito feliz com essa montagem de TEENS e espero que o público continue a prestigiá-la nesse final de temporada.
Parabéns elenco, direção, técnicos e produção!

domingo, setembro 07, 2008
O NOVO TEENS

Hoje tive o prazer de assistir à estréia com a casa absolutamente lotada... com teens de todas as idades, mas com muitos que se reconheceram naqueles personagens representados maravilhosamente por um dos elencos mais afinados que já vi!
Enfim, ficar elogiando o próprio texto nem sempre parece algo elegante (e de credibilidade!), então, abstraiamos esse aspecto e pensemos somente na qualidade da direção que Sabrina Caires proporcionou a essa montagem!
Muito correta e na dose certa para fugir dos clichês que qualquer diretor poderia usar e conseguir um riso fácil, ou uma lágrima furtiva do público... ela pontuou o ritmo da peça com a trajetória das personagens e as pessoas se emocionaram de fato.
Como sempre, às vezes perco o foco do palco para olhar para a platéia e tentar perceber como ela está reagindo à história... acredito que estavam todos compenetrados! Querendo saber onde iriam parar Laurinha, Flávia e Janaína!
Bom, só me resta convidar a todos para assistir TEENS no Teatro Ressurreição (ao lado do Metrô Jabaquara), todos os sábados às 18h00! E me avisem se exagerei, ou não, em meus comentários!
sexta-feira, agosto 29, 2008
sexta-feira, agosto 22, 2008
AS NOVAS CARAS DE TEENS

Tal é minha satifação que, em primeira mão, trago a vocês quem serão Flávia, Laurinha, Janaína, Théo, Roberto, e todos mais que habitam essa trama muito divertida mas tocante!
Bom, assim que tiver mais notícias sobre a peça, podem deixar que postarei para vocês. Também as críticas serão muito bem-vindas!
Então, não esqueçam: dia 06 de setembro, sábado, no Teatro Ressurreição (ao lado da Estação Jabaquara do Metrô), as 18h00... TEENS!!!
sexta-feira, agosto 15, 2008
TEENS ESTÁ DE VOLTA

Essa não é a primeira vez que tenho uma peça encenada mais de uma vez, "Dias Difíceis Dentro Da Dor Do Desencontro" é a recordista em montagens, mas TEENS tem uma caracterísca específica porque sua atualidade, que poderia ser contestada devido abordar questões muito ligadas à juventude, poderia ter mudado nesses anos (a primeira montagem foi em 1999 e a segunda em 2002) e o texto ficado desatualizado, mas isso não aconteceu.
Os temas continuam os mesmos e a abordagem utilizada no texto - que foi importantíssima para conquistar o público teen, devido fugir da terrível armadilha que é tentar passar uma "lição de moral" - serve perfeitamente para que a direção acrescente os ícones da época da montagem e faça com que a peça sempre seja contemporânea.
Bom, TEENS fez sua pré-estréia na cidade de Jundiaí, em agosto, e, para a felicidade de todos, demonstrou que os teens gostaram do que viram! Para um espetáculo que visa tratar o jovem como um "ser pensante" e abordar questões que estão muito presentes em suas vidas... Posso dizer que a montagem foi um sucesso!!!
Evidentemente que os méritos são da direção, dessa vez a cargo de Sabrina Caires e de seu elenco. As três meninas: Laurinha, Flávia e Janaína tiveram suas histórias apresentadas no palco e "seus colegas de platéia" as reconheceram. Essas três meninas poderiam estar quem qualquer lugar que um jovem freqüente: "nas salas de aula", "nas baladas", "nos clubes", "na internet", enfim, no mundo teen!
É isso... obrigado a todos por convidarem essas personagens a retornarem aos palcos e proporcionarem risos, choros, reflexões e, o principal: momentos de prazer!
Agora é se preparam para a temporada em São Paulo, no Teatro Ressurreição!
sexta-feira, março 21, 2008
MUITO ALÉM DO TEXTO
Mesmo sem eu acreditar que seria possível montar a peça "Violência" juntamente com as demais "Teens" e "Boys and Girls" num mesmo projeto, o Fausto me convenceu de que seria possível porque com esse texto nós teríamos a possibilidade de mostrar uma terceira faceta da juventude, qual seja: aquela dos jovens que têm dinheiro mas isso não representa nada... nem a vida.
A escolha de elenco foi o primeiro acerto para que a peça se concretizasse.
Sabrina Caires, Robson Vellado e Rodolfo Aiello.
A direção resolveu que o espetáculo seria encenado somente à meia-noite. Não posso imaginar melhor escolha. O clima da madrugada ajudava o público a adentrar na trágica história daquele trio.
Cena a cena a direção me surpreendia:
A maneira de o Fausto encenar o espetáculo fazia com que eu imaginasse que estava assistindo a um filme. A tensão se desenvolvia numa crescente e a sensação de que não haveria outra possibilidade de redenção para aqueles personagens era angustiante. A beleza da iluminação, em contraste com a simplicidade do cenário, reforçava a idéia de que podia estar assistindo a um filme.
Mesmo depois de ter concluída a temporada com a "Trilogia Jovem" e os depois espetáculos terem seguido carreira a parte, "Violência" continuou em cartaz no Cine Teatro Biju às sextas-feiras, à meia-noite.
A escolha de elenco foi o primeiro acerto para que a peça se concretizasse.
Sabrina Caires, Robson Vellado e Rodolfo Aiello.
A direção resolveu que o espetáculo seria encenado somente à meia-noite. Não posso imaginar melhor escolha. O clima da madrugada ajudava o público a adentrar na trágica história daquele trio.
Cena a cena a direção me surpreendia:
VIOLÊNCIA
Escrevi "Violência" no final de 1999. Depois de um ano extremamente complicado resolvi escrever algo que pudesse me deixar chocado. Na verdade não sei muito bem se queria fazer uma provocação a mim mesmo ou um desafio. Desde que comecei a escrever sempre fui movido por desafios e, tentar passar para o papel o que um imaginava ser "Violência" representava um desafio.
Logo que comecei a escrever a peça percebi que não se parecia muito bem com as demais que havia escrito. Os personagens jovens ainda continuavam em cena, mas a amargura e o desinteresse pela vida tinham aumentado.
Escrevi a primeira cena como se fosse para filmá-la.
CENA 1 – O BANHEIRO
UM RAPAZ ENTRA NUM BANHEIRO COLETIVO DE UMA PRAÇA, VAI ABRINDO A BRAGUILHA DE SUA CALÇA E DIRIGINDO-SE A UMA DAS PORTAS QUE ESTÁ ENTREABERTA. QUANDO APOIA SUA MÃO SOBRE A PORTA E A ABRE, LEVA UM SUSTO AO VER UMA GAROTA DE APROXIMADAMENTE 17 ANOS SENTADA AO LADO DA BACIA SANITÁRIA E COM A CABEÇA ABAIXADA ENTRE AS PERNAS. ELE PÁRA IMEDIATAMENTE DE ABRIR O ZÍPER DE SUA CALÇA E FAZ MENÇÃO DE VOLTAR...
RAPAZ - Desculpa, eu não sabia que tinha alguém aqui. (passa a fechar a porta lentamente)
CAMILA - (olhando para ele) Entra.
RAPAZ - (pára de fechar a porta)(sem jeito) Realmente eu não queria incomodá-la, não prestei atenção ao entrar aqui. Nunca eu invadiria o banheiro das mulheres.
CAMILA - Esse não é o banheiro das mulheres.
RAPAZ - (espantado) Não?
CAMILA - Não.
RAPAZ - (ainda mais constrangido) Será que eu teria que me dirigir a ele pra fazer xixi?!
CAMILA - (tirando o braço do vaso sanitário) Pode usar aqui.
RAPAZ - (sem jeito) Aqui?!
CAMILA - Eu invadi seu espaço, nada mais justo que você possa fazer o que tinha planejado, no lugar onde pretendia.
RAPAZ - Não sei...
CAMILA - Não se incomode comigo.
RAPAZ - É que...
CAMILA - Se você quiser eu fecho os olhos ou abaixo a cabeça.
RAPAZ - O problema é que espirra.
CAMILA - (sem dar importância) Vai fundo; só não vira o esguicho pra cá.
O RAPAZ SENTE UMA EXCITAÇÃO MUITO GRANDE E VAI SE APROXIMANDO DO VASO SANITÁRIO AO MESMO TEMPO QUE ABRE A BRAGUILHA DE SUA CALÇA. CAMILA, SEM DAR IMPORTÂNCIA AO ACONTECIMENTO, SIMPLESMENTE ABAIXA A CABEÇA DA MESMA MANEIRA QUE ESTAVA NO INÍCIO...
O RAPAZ, QUE ESTÁ DE COSTAS PARA A PLATÉIA, TIRA SEU PÊNIS PARA FORA E PASSA A FAZER XIXI, AINDA SENTE-SE MEIO CONSTRANGIDO MAS O DESAFIO O FAZ URINAR LENTAMENTE...
CAMILA, SEM DIZER NADA OU ESBOÇAR QUALQUER RECLAMAÇÃO COM RELAÇÃO ÀS GOTAS QUE ESPIRRAM, LEVANTA A CABEÇA LENTAMENTE E, NUM ÚNICO MOVIMENTO, PASSA SEU OLHAR PELO XIXI DENTRO DO VASO E EM SEGUIDA VAI SUBINDO PELO CORPO DELE ATÉ CHEGAR AOS SEUS OLHOS.
ELE FICA TÃO MAGNETIZADO COM O OLHAR DELA QUE MESMO TERMINANDO DE FAZER XIXI PERMANECE NA MESMA POSIÇÃO.
CAMILA - (indecifrável) Terminou.
RAPAZ - (totalmente envolvido) É?
CAMILA - Não estou ouvindo mais o barulho do seu xixi na água.
RAPAZ - É?
CAMILA - Você deveria fazer alguma coisa.
RAPAZ - E se eu lhe disser que não sei o quê.
CAMILA - Eu diria que um rapaz de 18 anos já deveria saber guardar seu pinto após o uso.
RAPAZ - Como você sabe que eu tenho 18 anos?!
CAMILA - 17 ou 19... que diferença faz!
RAPAZ - 18.
CAMILA - Já pode fazer o que quer da vida. (vai levantando-se e ficando a poucos centímetros do rosto dele, numa distância que possa sentir a excitação dele e ouvir sua respiração descompassada)
RAPAZ - Já.
CAMILA - E faz?!
RAPAZ - (incomodado com a proximidade dela) Nem sempre.
CAMILA - E quando não?
RAPAZ - Quase sempre.
CAMILA - Pois deveria mudar isso. (anda com seu rosto pelo dele e sutilmente toca seus lábios no dele)
RAPAZ - E se eu lhe disser que não sei como?!
CAMILA - Eu posso dizer que não acredito em você.
RAPAZ - E se eu não lhe disser nada?!
CAMILA - Eu desconfiarei de você.
RAPAZ - E daí?
CAMILA - Daí eu serei obrigada a te testar.
RAPAZ - (pela primeira vez move sua cabeça – lentamente – para tentar beijá-la) Teste?!
CAMILA - Um teste.
RAPAZ - Eu nunca fui bom em testes.
CAMILA - Eu nunca fui boa em testar.
RAPAZ - E eu faço...
CAMILA - ...guarda seu pinto.
RAPAZ - Não sei.
CAMILA - (pega o pinto dele – sem olhar para baixo, mas com total domínio – e, com muita naturalidade, o põe para dentro da calça) (após guardá-lo) Eu não entregaria o zíper de minha calça a um estranho.
RAPAZ - É um conselho ou uma ameaça?!
CAMILA - Uma preocupação com objetos preciosos; eu não me perdoaria se perdesse uma pedra bruta... com o tempo e uma boa lapidação ela se tornaria um diamante!
RAPAZ - E quem você me aconselharia a levá-la para ser lapidada?!
CAMILA - Eu nunca entrego informações de graça.
RAPAZ - Eu pago. (tenta beijá-la com um movimento rápido da cabeça mas ela tira seu rosto)
CAMILA - Eu tenho certeza que você paga.
CAMILA O ABRAÇA VIOLENTAMENTE, NUM MOVIMENTO TÃO RÁPIDO QUE ELE DEMORA ALGUNS SEGUNDOS PARA PERCEBER QUE ESTÁ SENDO BEIJADO. QUANDO PERCEBE, PELA PRIMEIRA VEZ CONSEGUE FAZER MOVIMENTOS COM SEUS BRAÇOS E A ABRAÇA, MAS NÃO A ACARICIA, APENAS A SEGURA COM FORÇA, COMO SE NÃO QUISESSE PERDER ESSE MOMENTO NUNCA MAIS NA VIDA. O BEIJO DELA É TÃO VORAZ QUE O DEIXA TOTALMENTE DOMINADO. ELA COMEÇA A PASSAR SUAS MÃOS PELAS COSTAS DELE E EM SEGUIDA POR SUA BUNDA, O SEGURA COM UMA FORÇA QUE PARECE QUE QUER ENTRAR DENTRO DELE. ELE ESTÁ QUASE EXPLODINDO DE EXCITAÇÃO E PASSA A DESCER SUA MÃO EM DIREÇÃO A BUNDA DELA.
QUANDO ELE SEGURA COM AS DUAS MÃOS NA BUNDA DELA, CAMILA PÁRA DE ABRAÇÁ-LO E COM SUAS DUAS MÃOS, SEGURA O ROSTO DELE E LHE DÁ UM BEIJO QUE PODERIA SUGAR SUA VIDA, EM SEGUIDA PÁRA E AFASTA SEU CORPO DO DELE UNS 30 CENTÍMETROS.
RAPAZ - (totalmente excitado e sem entender a reação dela) (quase sem fôlego) O que foi?!!!
CAMILA - (fria) Espera.
RAPAZ - Eu não te entendo.
CAMILA - Não tenta.
ELE PERMANECE ESTÁTICO, OLHANDO PARA ELA QUE VIRA-SE E LENTAMENTE VAI SE ABAIXANDO PARA PEGAR ALGO QUE ESTÁ ESCONDIDO ATRÁS DO VASO SANITÁRIO...
ENQUANTO ELA VAI SE ABAIXANDO ENCOSTA SUA BUNDA NO PINTO DELE E O FAZ PERDER O FÔLEGO, ELA NÃO DEVE FAZER ESSE MOVIMENTO INTENCIONALMENTE, MAS APENAS COMO UMA CASUALIDADE, NECESSIDADE DEVIDO TER QUE ABAIXAR-SE...
RAPAZ - (em êxtase) Você me mata!
CAMILA - (fria) Lamento!
CAMILA PEGA UM REVÓLVER ATRÁS DO VASO SANITÁRIO E AO MESMO TEMPO QUE PRONUNCIA ESSAS ÚLTIMAS PALAVRAS VIRA-SE E SEM ESPERAR QUE ELE VEJA A ARMA, ATIRA NELE. É UMA ARMA MUITO PODEROSA E FAZ UM BARULHO ENSURDECEDOR AO SER DISPARADA – DEVIDO TAMBÉM AO ECO DO BANHEIRO – E O JOGA NO CHÃO.
AO CAIR NO CHÃO ELE TEM SEU PEITO ESTOURADO E COMPLETAMENTE SUJO DE SANGUE...
ELA APROXIMA-SE DELE COM MUITA NATURALIDADE O OLHA E PARTE EM SEGUIDA SEM DIZER UMA PALAVRA...
E assim que a vi em cena, dirigida magistralmente pelo Fausto, percebi que ele tinha entendido os anseios das minhas personagens.
A cena inicial parecia ter saído diretamente da minha mente para o palco... mas estava melhorada... envolta numa dramaticidade que não consegui explicar.
Logo que comecei a escrever a peça percebi que não se parecia muito bem com as demais que havia escrito. Os personagens jovens ainda continuavam em cena, mas a amargura e o desinteresse pela vida tinham aumentado.
Escrevi a primeira cena como se fosse para filmá-la.
CENA 1 – O BANHEIRO
UM RAPAZ ENTRA NUM BANHEIRO COLETIVO DE UMA PRAÇA, VAI ABRINDO A BRAGUILHA DE SUA CALÇA E DIRIGINDO-SE A UMA DAS PORTAS QUE ESTÁ ENTREABERTA. QUANDO APOIA SUA MÃO SOBRE A PORTA E A ABRE, LEVA UM SUSTO AO VER UMA GAROTA DE APROXIMADAMENTE 17 ANOS SENTADA AO LADO DA BACIA SANITÁRIA E COM A CABEÇA ABAIXADA ENTRE AS PERNAS. ELE PÁRA IMEDIATAMENTE DE ABRIR O ZÍPER DE SUA CALÇA E FAZ MENÇÃO DE VOLTAR...
RAPAZ - Desculpa, eu não sabia que tinha alguém aqui. (passa a fechar a porta lentamente)
CAMILA - (olhando para ele) Entra.
RAPAZ - (pára de fechar a porta)(sem jeito) Realmente eu não queria incomodá-la, não prestei atenção ao entrar aqui. Nunca eu invadiria o banheiro das mulheres.
CAMILA - Esse não é o banheiro das mulheres.
RAPAZ - (espantado) Não?
CAMILA - Não.
RAPAZ - (ainda mais constrangido) Será que eu teria que me dirigir a ele pra fazer xixi?!
CAMILA - (tirando o braço do vaso sanitário) Pode usar aqui.
RAPAZ - (sem jeito) Aqui?!
CAMILA - Eu invadi seu espaço, nada mais justo que você possa fazer o que tinha planejado, no lugar onde pretendia.
RAPAZ - Não sei...
CAMILA - Não se incomode comigo.
RAPAZ - É que...
CAMILA - Se você quiser eu fecho os olhos ou abaixo a cabeça.
RAPAZ - O problema é que espirra.
CAMILA - (sem dar importância) Vai fundo; só não vira o esguicho pra cá.
O RAPAZ SENTE UMA EXCITAÇÃO MUITO GRANDE E VAI SE APROXIMANDO DO VASO SANITÁRIO AO MESMO TEMPO QUE ABRE A BRAGUILHA DE SUA CALÇA. CAMILA, SEM DAR IMPORTÂNCIA AO ACONTECIMENTO, SIMPLESMENTE ABAIXA A CABEÇA DA MESMA MANEIRA QUE ESTAVA NO INÍCIO...
O RAPAZ, QUE ESTÁ DE COSTAS PARA A PLATÉIA, TIRA SEU PÊNIS PARA FORA E PASSA A FAZER XIXI, AINDA SENTE-SE MEIO CONSTRANGIDO MAS O DESAFIO O FAZ URINAR LENTAMENTE...
CAMILA, SEM DIZER NADA OU ESBOÇAR QUALQUER RECLAMAÇÃO COM RELAÇÃO ÀS GOTAS QUE ESPIRRAM, LEVANTA A CABEÇA LENTAMENTE E, NUM ÚNICO MOVIMENTO, PASSA SEU OLHAR PELO XIXI DENTRO DO VASO E EM SEGUIDA VAI SUBINDO PELO CORPO DELE ATÉ CHEGAR AOS SEUS OLHOS.
ELE FICA TÃO MAGNETIZADO COM O OLHAR DELA QUE MESMO TERMINANDO DE FAZER XIXI PERMANECE NA MESMA POSIÇÃO.
CAMILA - (indecifrável) Terminou.
RAPAZ - (totalmente envolvido) É?
CAMILA - Não estou ouvindo mais o barulho do seu xixi na água.
RAPAZ - É?
CAMILA - Você deveria fazer alguma coisa.
RAPAZ - E se eu lhe disser que não sei o quê.
CAMILA - Eu diria que um rapaz de 18 anos já deveria saber guardar seu pinto após o uso.
RAPAZ - Como você sabe que eu tenho 18 anos?!
CAMILA - 17 ou 19... que diferença faz!
RAPAZ - 18.
CAMILA - Já pode fazer o que quer da vida. (vai levantando-se e ficando a poucos centímetros do rosto dele, numa distância que possa sentir a excitação dele e ouvir sua respiração descompassada)
RAPAZ - Já.
CAMILA - E faz?!
RAPAZ - (incomodado com a proximidade dela) Nem sempre.
CAMILA - E quando não?
RAPAZ - Quase sempre.
CAMILA - Pois deveria mudar isso. (anda com seu rosto pelo dele e sutilmente toca seus lábios no dele)
RAPAZ - E se eu lhe disser que não sei como?!
CAMILA - Eu posso dizer que não acredito em você.
RAPAZ - E se eu não lhe disser nada?!
CAMILA - Eu desconfiarei de você.
RAPAZ - E daí?
CAMILA - Daí eu serei obrigada a te testar.
RAPAZ - (pela primeira vez move sua cabeça – lentamente – para tentar beijá-la) Teste?!
CAMILA - Um teste.
RAPAZ - Eu nunca fui bom em testes.
CAMILA - Eu nunca fui boa em testar.
RAPAZ - E eu faço...
CAMILA - ...guarda seu pinto.
RAPAZ - Não sei.
CAMILA - (pega o pinto dele – sem olhar para baixo, mas com total domínio – e, com muita naturalidade, o põe para dentro da calça) (após guardá-lo) Eu não entregaria o zíper de minha calça a um estranho.
RAPAZ - É um conselho ou uma ameaça?!
CAMILA - Uma preocupação com objetos preciosos; eu não me perdoaria se perdesse uma pedra bruta... com o tempo e uma boa lapidação ela se tornaria um diamante!
RAPAZ - E quem você me aconselharia a levá-la para ser lapidada?!
CAMILA - Eu nunca entrego informações de graça.
RAPAZ - Eu pago. (tenta beijá-la com um movimento rápido da cabeça mas ela tira seu rosto)
CAMILA - Eu tenho certeza que você paga.
CAMILA O ABRAÇA VIOLENTAMENTE, NUM MOVIMENTO TÃO RÁPIDO QUE ELE DEMORA ALGUNS SEGUNDOS PARA PERCEBER QUE ESTÁ SENDO BEIJADO. QUANDO PERCEBE, PELA PRIMEIRA VEZ CONSEGUE FAZER MOVIMENTOS COM SEUS BRAÇOS E A ABRAÇA, MAS NÃO A ACARICIA, APENAS A SEGURA COM FORÇA, COMO SE NÃO QUISESSE PERDER ESSE MOMENTO NUNCA MAIS NA VIDA. O BEIJO DELA É TÃO VORAZ QUE O DEIXA TOTALMENTE DOMINADO. ELA COMEÇA A PASSAR SUAS MÃOS PELAS COSTAS DELE E EM SEGUIDA POR SUA BUNDA, O SEGURA COM UMA FORÇA QUE PARECE QUE QUER ENTRAR DENTRO DELE. ELE ESTÁ QUASE EXPLODINDO DE EXCITAÇÃO E PASSA A DESCER SUA MÃO EM DIREÇÃO A BUNDA DELA.
QUANDO ELE SEGURA COM AS DUAS MÃOS NA BUNDA DELA, CAMILA PÁRA DE ABRAÇÁ-LO E COM SUAS DUAS MÃOS, SEGURA O ROSTO DELE E LHE DÁ UM BEIJO QUE PODERIA SUGAR SUA VIDA, EM SEGUIDA PÁRA E AFASTA SEU CORPO DO DELE UNS 30 CENTÍMETROS.
RAPAZ - (totalmente excitado e sem entender a reação dela) (quase sem fôlego) O que foi?!!!
CAMILA - (fria) Espera.
RAPAZ - Eu não te entendo.
CAMILA - Não tenta.
ELE PERMANECE ESTÁTICO, OLHANDO PARA ELA QUE VIRA-SE E LENTAMENTE VAI SE ABAIXANDO PARA PEGAR ALGO QUE ESTÁ ESCONDIDO ATRÁS DO VASO SANITÁRIO...
ENQUANTO ELA VAI SE ABAIXANDO ENCOSTA SUA BUNDA NO PINTO DELE E O FAZ PERDER O FÔLEGO, ELA NÃO DEVE FAZER ESSE MOVIMENTO INTENCIONALMENTE, MAS APENAS COMO UMA CASUALIDADE, NECESSIDADE DEVIDO TER QUE ABAIXAR-SE...
RAPAZ - (em êxtase) Você me mata!
CAMILA - (fria) Lamento!
CAMILA PEGA UM REVÓLVER ATRÁS DO VASO SANITÁRIO E AO MESMO TEMPO QUE PRONUNCIA ESSAS ÚLTIMAS PALAVRAS VIRA-SE E SEM ESPERAR QUE ELE VEJA A ARMA, ATIRA NELE. É UMA ARMA MUITO PODEROSA E FAZ UM BARULHO ENSURDECEDOR AO SER DISPARADA – DEVIDO TAMBÉM AO ECO DO BANHEIRO – E O JOGA NO CHÃO.
AO CAIR NO CHÃO ELE TEM SEU PEITO ESTOURADO E COMPLETAMENTE SUJO DE SANGUE...
ELA APROXIMA-SE DELE COM MUITA NATURALIDADE O OLHA E PARTE EM SEGUIDA SEM DIZER UMA PALAVRA...
E assim que a vi em cena, dirigida magistralmente pelo Fausto, percebi que ele tinha entendido os anseios das minhas personagens.
A cena inicial parecia ter saído diretamente da minha mente para o palco... mas estava melhorada... envolta numa dramaticidade que não consegui explicar.
segunda-feira, março 10, 2008
BOYS AND GIRLS

Também, em BOYS AND GIRLS a proposta era fazer um texto ainda mais leve que TEENS. O resultado final foi além do esperado. Com personagens que circulam por qualquer escola, clube, boate, etc, o público logo percebeu que poderia se divertir muito com a história dos seis personagens principais da peça.
Mas BOYS AND GIRLS não era somente uma comédia. Seguia a mesma linha dramatúrgica de TEENS, assim, fazia com que o espectador assistisse ao espetáculo e, ao mesmo tempo, refletisse cobre as questões propostas. Sem preocupações morais... senão nunca alcançaria o interesse dos adolescentes.

Novamente, o Fausto, com sua direção precisa, conseguiu criar um ritmo alucinante entre as cenas e fez com que o espetáculo se tornasse muito mais dinâmico. Traições, lamentações, uso de drogas, paixões não correspondidas... Tudo está em BOYS AND GIRLS... além de uma trilha sonora e linguagem visual que marcaram o espetáculo.
Juntamente com TEENS, BOYS AND GIRLS seguiu temporada no testro Biju, em São Paulo, e depois, em teatro municipal até o final do ano.
Outra sacada do espetáculo foi a programação visual criada pelo designer Rodrigo Malagoli. O cartaz já era o próprio chamariz para a garotada e serviu como uma luva!
Essa parceria não se esgota nunca!
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